LIVRO

Ensaios analisam super-heróis à luz da filosofia

Micheline Batista
DA EQUIPE DO DIARIO

O que Hércules, Sansão e o Super-Homem têm em comum? Creia: os três são seres mitológicos, guiados pela ética, pela moral e pelo altruísmo, bases do pensamento do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.). A diferença é que o Homem de Aço é nosso contemporâneo e pode ser visto no cinema mais próximo em sua nova aventura Superman - O Retorno (Superman Returns, EUA/Austrália, 2006), combatendo mais uma vez seus arquiinimigos.

  Kal-El, o Último Filho de Krypton, também é um dos personagens centrais do livro Super-heróis e a filosofia - Verdade, justiça e o caminho socrático. Em uma coletânea de artigos, um grupo de 23 filósofos e especialistas em histórias em quadrinhos tenta traçar o perfil do Super-Homem e outros superpoderosos, como Batmam, X-Men, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, Demolidor e Hulk, à luz da filosofia.

  Não por acaso, esses personagens vêm sendo reeditados com grande sucesso pela indústria hollywoodiana. Sinal de que ícones pop não envelhecem nunca. Pelo contrário. Em pleno século 21, continuam entretendo e despertando interesse. E suas histórias - quem diria - estimulam o pensamento e o questionamento filosófico, assim como os contos de fadas do passado.

  O enredo das HQs não precisa ser muito complexo. Bastam as vestimentas coloridas e as lutas dramáticas com os supervilões e bum!, os grandes dilemas da humanidade surgem à nossa frente. Por que Batman, um homem comum, sem superpoderes, arrisca sua integridade física e até sua vida para manter a paz em Gotham City? Porque, salvando o mundo, ele poderá tornar-se uma pessoa melhor! Nada mais socrático, portanto.

Personificação - Em um dos capítulos do livro, Jeph Loeb e Tom Morris afirmam que as histórias em quadrinhos personificam as mais profundas esperanças do ser humano, bem como suas maiores aspirações e medos. Chegam a citar Sêneca, o filósofo estóico que nasceu por volta do ano 4 a.C. Para ele, o exercício da virtude, o domínio dos sentimentos e o enfrentamento das vicissitudes representavam o caminho para a felicidade.

  "O Super-Homem pode nos inspirar. Batman pode nos refrear quando queremos ser precipitados. O Homem-Aranha pode nos ajudar a entender que a voz da consciência é sempre mais importante que a cacofonia de vozes à nossa volta, que talvez estejam nos condenando, ou desconsiderando o que pensamos. Demolidor pode nos lembrar que as nossas limitações não precisam retardar nossos passos e que todos nós temos forças ocultas com as quais podemos contar quando as circunstâncias forem particularmente desafiadoras", escrevem Loeb e Morris.

  É assim que, de forma leve e bem-humorada, os autores elevam os super-heróis das HQs a arquétipos da humanidade. Em seu artigo, Dennis O'Neil lembra que, segundo Carl Gustav Jung, um arquétipo "é uma memória herdada, representada na mente por um símbolo universal e observada em sonhos e mitos". Os supervilões, em sua luta por poder e glória, também não deixam de ser arquétipos. E podem afundar em sua ambição, como já alertava Platão em A República.

Serviço

Super-heróis e a filosofia - Verdade, justiça e o caminho socrático

Madras Editora

272 páginas

Preço: R$ 34,90

(Publicado no DIARIO DE PERNAMBUCO em 01/08/2006)

 

Super-heróis e a filosofia

Em tempos de "Superman, o Retorno", não poderia ser mais apropriado o livro que estou lendo: "Super-Heróis e a Filosofia - Verdade, Justiça e o Caminho Socrático". Organizado por Matt e Tom Morris, este livro traz  ensaios de vários especialistas em quadrinhos, muitos deles autores de histórias. Na verdade foi um presente da minha irmã no último Natal que ficou dorminho na estante todos esses meses. A Penhinha é bacharel em filosofia há quase 20 anos e foi com ela que aprendi a ler os grandes filósofos.

Para resumir, o livro questiona as origens, os poderes e a moral de alguns dos mais famosos super-heróis da história, sempre com referências a filósofos como Epicuro, Sêneca, Hegel. Começando pelo Super-Homem. Porque o Super-Homem faz o que faz? Por que ele, cujo personagem foi inspirado nos mitológicos Hércules e Sansão, gosta tanto de fazer o bem? Por que ele se preocupa tanto com as pessoas aqui da Terra e tenta salvá-las mesmo que para isso ele precise arriscar sua integridade física e até sua vida? São perguntas que o autor tenta responder.

A história de Batman também é bem interessante. Ele é um dos poucos super-heróis que não possui super-poderes. Trata-se de um homem comum, obcecado em combater o crime. E o Demolidor? O Homem sem Medo é católico até a alma. E por que ele não tem medo, se é católico? Afinal a fé só não surge quando se teme alguma coisa - sofrer, sentir dor, morrer?

Sempre fui fã de quadrinhos, embora hoje não compre revistas com tanta freqüência quanto antigamente. Frank Miller, Crepax, Milo Manara, Neil Gaiman... São muitos os autores favoritos. A transposição das histórias para cinema nem sempre é feliz. Lembro que fui ver "Ultravioleta" e saí decepcionada. Mas Superman acho que vale a pena. Os dois primeiros filmes com Christopher Reeve são inesquecíveis.

Racional

Raras vezes eu me empolgo tanto com um disco como ando empolgada por "Racional", do Tim Maia, que a Trama lançou recentemente. A febre anterior era "Universo ao meu Redor', da Marisa Monte, que só faltou furar de tanto que tocou.

Bom, "Racional" é um disco especial por vários motivos. Pra mim o mais importante deles é o fato desse disco ter ficado muito tempo "perdido", vendido a peso de ouro nos sebos país afora. Eu já tinha uma cópia dos volumes 1 e 2 em MP3, mas nada se compara à sensação de ter o CD em mãos, manusear o encarte etc.

A historinha por trás desse disco também é muito interessante. Entre 1974 e 1976 Tim Maia tornou-se o principal porta-voz da Cultura Racional, aquela do livro "Universo em Desencanto". A fase mística revelou-se bastante criativa, com Tim explorando à vontade ritmos como soul e rhythm'n'blues, com muitos solos de guitarra, pitadas de gospel. O disco já abre com o petardo "Imunização Racional (Que Beleza)", de fato uma beleza de música. E fecha com outra pérola, "Rational Culture". O trecho abaixo foi reproduzido do site da Trama:

"Quando aderiu à Cultura Racional, foi com o fervor típico de quem descobre “o caminho”. Como fazem os discípulos mais aplicados, Tim se dedicou de corpo e alma à nova crença: abandonou antigos hábitos, rasgou contratos que garantiam sua sobrevivência, forçou os músicos que o acompanhavam a comungar da mesma crença e, acima de tudo, pôs sua imagem e fama a serviço daquilo que se tornou sua razão de viver. Definindo a Cultura Racional como “um raciocínio superior a todos os raciocínios”, ele a defendia como sendo “a verdadeira luz da humanidade”. Tim Maia virou Racional por intermédio de Tibério Gaspar, compositor de BR-3 e Samarina. Lendo o livro Universo em Desencanto, ele se converteu a algo que é difícil de definir. Por isso mesmo, Tim preferia dizer o que a Cultura Racional não é: “Não é religião, não é seita, não é doutrina, não é ciência, não é filosofia, não é espiritismo. É um conhecimento vindo do nosso verdadeiro mundo de origem. Não é extraído de nenhuma mente humana”. (Celso Masson)

Reza a lenda que, após o "desencanto", Tim mandou recolher todas as cópias de "Racional" 1 e 2 e proibiu a execução das músicas nas rádios. Foi assim que os discos ficaram "perdidos" por tanto tempo, até que a família cedesse à trama exemplares originais em vinil para digitalização, pois até as matrizes Tim havia destruído. Muito bom, baratinho, custa R$ 21,90 no Submarino.

Adeus, Syd

Morreu na última sexta-feira, dia 7 de julho, o lendário guitarrista fundador da banda inglesa Pink Floyd, Syd Barrett. Ele vivia recluso há cerca de 30 anos depois de ter pirado com o uso excessivo do LSD e, segundo a família, foi beijar o céu em decorrência de complicações da diabetes. Syd, que nasceu Roger Keith Barrett e ganhou o apelido por causa de um velho baterista de sua cidade natal, faleceu aos 60 anos em sua casa em Cambridge.

Fã do blues e do rhythm'blues, Syd mostrou ter talento para a música desde menino. Em 1965, reuniu amigos e decidiu batizar a banda a partir dos nomes de dois blueseiros norte-americanos, Pink Anderson e Floyd Council. O grupo ficou famoso pelas apresentações no pub londrino UFO, onde exibiam um verdadeiro show de psicodelia através de sons e imagens projetadas. Syd era o principal compositor. Os dois primeiros singles do grupo são de sua autoria - "Arnold Layne" e "See Emily Play".

A genialidade de Syd guiou toda a concepção do primeiro álbum do Pink Floyd, "The Piper At Gates of Dawn", algo como "O Flautista nos Portões do Amanhecer", um clássico do rock psicodélico. A gravação foi feita no mesmo estúdio e época em que os Beatles gravaram o clássico "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", em 1967, durante a efervecência da psicodelia.

Logo depois do lançamento do The Piper Syd não era mais o mesmo. Nos shows ficava catatônico, chegando a tocar o mesmo acorde horas seguidas, mudo, olhos vidrados. Os companheiros logo chamaram o guitarrista David Gilmour para segurar a onda nos shows. O segundo álbum da banda, "A Saucerful of Secrets", de 1968, traz apenas uma composição de Syd, "Jugband Blues". Seu afastamento foi oficializado ainda naquele ano, ficando Gilmour em seu lugar.

Syd ainda conseguiu gravar dois álbuns solo com a ajuda dos Floyd, "Madcap Laughs" e "Barrett". Em 1989 rasparam o fundo do baú e brindaram os fãs com "Opel". Mas este não seria o último registro do gênio. Um outro álbum seria lançado com gravações inéditas feitas nos programas de John Peel, em 1970, e no de Bob Harris, em 1971. Essa peróla saiu com o nome de "Radio One Sessions".

Os membros do Pink Floyd nunca superaram totalmente a perda do amigo para as drogas e o trabalho do grupo quase sempre esteve permeado de referências a Syd. A primeira homenagem viria com o álbum de 1973, "The Dark Side of the Moon", um dos discos mais vendidos e tocados da história do rock. "O lado escuro da lua" trouxe canções como "Brain damage", que fala de um lunático na grama, e "Eclipse", que menciona o sol, no caso o gênio Syd, eclipsado pela lua, sinônimo de loucura. Depois viria "Wish you were here", de 1975, que além da faixa título traz a música "Shine on your crazy diamond", que eu reproduzo abaixo como uma última homenagem ao homenzinho que resolveu ir embora juntar-se a Lucy in the Sky with Diamonds.

Remember when you were young,
You shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes,
Like black holes in the sky.
Shine on you crazy diamond.
You were caught on the crossfire
Of childhood and stardom,
Blown on the steel breeze.
Come on you target for faraway laughter,
Come on you stranger, you legend, you martyr, and shine!

You reached for the secret too soon,
You cried for the moon.
Shine on you crazy diamond.
Threatened by shadows at night,
And exposed in the light.
Shine on you crazy diamond.
Well you wore out your welcome
With random precision,
Rode on the steel breeze.
Come on you raver, you seer of visions,
Come on you painter, you piper, you prisoner, and shine!

Mondo bizarro

Esta deu no SPTV. E reproduzo aqui porque O Globo não permite copiar textos. Uma espanhola de 70 anos, moradora do Itaim-Bibi, São Paulo, foi indiciada ontem por crime contra a saúde pública porque acumulou LIXO durante 20 anos em sua residência. A Prefeitura retirou 26 caminhões cheios de entulho. Vizinhos contaram que a senhora catava tudo que via na rua, de carne, a iogurt, papelão, pão, restos de feira. O mais interessante é que na residência da velhinha foram encontradas escrituras de 13 imóveis. Mondo bizarro.

 

Ufa, passamos por mais uma!

Brasil 3 x 0 Gana.

Agora é esperar pra ver. No sábado. Ou França ou Espanha. Eles estão se enfrentando agora.

E eu vendo o jogo aqui na redação do DP e lembrando daquela música do Lennon/McCartney: "Oh! Darling"... É do Abbey Road (1969).

Oh! Darling, please believe me
I'll never do you no harm
Believe me when I tell you
I'll never do you no harm

Como se fosse a redenção da desacreditada Seleção Brasileira. E aproveito pra falar dos 64 anos que o Paul McCartney completou na semana passada. Na música "When I'm Sixty-Four", do Sgt. Pepper's, mestre Paul cantava:

When I get older losing my hair
many years from now
will you still be sending me a valentine
birthday greeting, bottle of wine
If I'd been out till quarter to three
would you lock the door
Will you still need me
Will you still feed me
When I'm sixty-four

Hoje Paul está separado da Heather, recentemente alvo de críticas nos tablóides ingleses. Heather teria posado sem roupa para uma revista antes de casar com o beatle. Aos 64 anos, está só, sem ninguém para precisar dele ou alimentá-lo.

 

Dá-lhe, Juninho!

Juninho deu ontem um presente aos torcedores pernambucanos. Enfiou um gol no Japão bem no início do segundo tempo, contribuindo para o placar de 4x1 da Canarinha sobre a selação do Galinho. "É de Pernabuco, ele é, da Casa Real!!!..." E haja emoção!

Fondue

É o que vai rolar neste final de semana em Carpina... Oba!!! No sábado à noite friozinho e fondue com vinho, no domingo cerveja porque é dia de futebol. Brasil x Austrália. Alguém arrisca um palpite??? Acho que vai dar 2 x 1. Gols de Kaká e Adriano... NO primeiro jogo, contra a Croácia (1x0), Kaká foi o único a brilhar.

Ah, só mais uma coisa... Finalmente vi X-Men 3. Gostei muito. Bem feito, bons efeitos, boas atuações. Confirma a tese de que é o melhor da trilogia. Só não gostei que ... morreu (nome omitido por causa do que não viram). E o final, que deixa margem para uma continuação? Será que ainda há fôlego para um X-Men 4?

 

 

Da Copa e outros bichos

Começou a Copa do Mundo de Futebol... Amanhã é o primeiro jogo do Brasil, mas desde a abertura, na sexta 9, o país já pára diante da TV. Para os poucos que navegam nesse blog aí vai uma dica legal. Nossa colega Adriana Reis, da editoria de Informática do DIARIO, criou um blog para relatar suas aventuras e desventuras na Alemanha. Ela não conseguiu comprar ingressos para os jogos, mas vai contar TUDINHO dos bastidores pra gente, de fora dos estádios, com os sem-ingresso...

Visitem: http://www.pernambuco.com/esportes/especiais/2006/copa2006/galeradacozinha/

E hoje é o Dia dos Namorados, como na semana passada foi o Dia da Liberdade de Imprensa e ninguém lembrou.

Comprei dois livros de filosofia pra "parea" escolher - um de Schopenhauer, outro de Nietzsche, claro que influência direta dos livros de Irvin Yalom que ando lendo. Esse último, "A Cura de Schopenhauer", tá reverberando na caixola. É esquisito para mim, que faço análise individual, ler sobre sobre sessões em grupo. Gera muito questionamento interno, aliás, como também aconteceu no "Quando Nietzsche chorou". Schopenhauer é bicho esquisito, machista, pessimista, niilista e outros istas. Philip, um dos personagens de Yalom no livro, é viciado nele. Aliás, curou um vício e entrou noutro. Ou rolou substituição.

Então. Se a "parea" escolher Schopenhauer, eu fico com Nietzsche, "Para Além do Bem e do Mal".

À sombra do vulcão

Foto: Peter Paxton/Reuters

Vulcão Karthala em plena atividade. O aumento de lava e fumaça expelidas pelo vulcão assusta os moradores das Ilhas Comores

Meninos, eu vi...

E não gostei. Com certeza fui uma das últimas 40 milhões de pessoas a ler O Código, mas não fui uma das últimas a ver o filme... Não agüentei a coceira e fui ver. É esquisito. Não convence. Não emociona. Hanks e Tautou estão com cara de pastel. Ian McKellen é o único que se salva. Nem Jean Reno convence. Pra mim isso é direção ruim. Os atores não foram preparados. E sem essa de dizer que adaptações d elivro sempre deixam a desejar. Não é verdade. Basta lembrar de O Nome da Rosa, fenomenal adaptação do livro de Humberto Eco (Sean Connery dando peso à narrativa), Assassinato no Expresso do Oriente (adaptado do livro de Agatha Christie) etc, etc. São dezenas de exemplos bem sucedidos.

Em compensação... Vi o trailler de Pergunte ao Pó, filme inspirado na obra de John Fante. Narra as aventuras e desventuras de um escritor pé de escada, Arturo Bandini (aquele que depois volta a aparecer em "Sonhos de Bunker Hill"), vivido por Collin Farrell, e sua musa inspiradora, encarnada por Salma Hayek, aquela que deu um show nas telas interpretando a pintora mexicana Frida Khalo. Acho que o filme promete.

 

Ryan & A Marcha

Alguém aqui já viu o curta-metragem Ryan, do diretor Chris Landreth? Caramba, é psicodelia pura, muito surreal. Trata-se de um documentário com modelagem por computador que recria o estranho mundo de Ryan Larkin, uma das estrelas da animação canadense dos anos 60 e 70. Depois de galgar os degraus da fama, Ryan acabou nas sarjetas de Montreal, decadente e viciado em drogas. Oscar de melhor documentário em 2005.

Filme hilário, além de sensível. Agora sei tudo sobre o Pingüim Imperador! Tanto o Ryan quanto A Marcha vi no Panorama de Documentários do Recife.. Pena que A Marcha rolou em DVD, pois os produtores da mostra não conseguiram a cópia em película (parece que a distribuidora fechou, sei lá). Mesmo assim valeu a pena, pois foi a versão original em francês com legendas. Ouvi dizer que no cinema rolou uma cópia dublada com Antônio Fagundes e não sei mais lá quem. Agora fica a expectativa de ver O Código, que todo mundo tá falando mal...

 

E por falar em terrorismo...

 

Em época de terrorismo extremo ninguém melhor do que V para debelar os inimigos!

V de Vingança é um bom filme e traz um elenco extraordinário: Hugo Weaving (V), Natalie Portman (Evey), John  Hurt (Chanceler), Sthephen Fry, Sthephen  Rea... Só fera. É para detonar a monotonia! Além disso, mostra a força das idéias.

 

Covardia

Foto: Fernando Donasci / Folha Imagem

O país está estarrecido com a onda de ataques terroristas promovidos pela facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). Se eles queriam demonstram força, ou poder, conseguiram. A população correu para se enjaular em casa. As polícias estão sem rumo.

Saldão da violência

Sexta-feira, 12/5: 7 mortes, 11 ataques, 2 rebeliões

Sábado, 13/5: 21 mortes, 52 ataques, 22 novas rebeliões (6 debeladas)

Domingo, 14/5: 44 mortes, 93 ataques, 56 novas rebeliões (24 debeladas)

Segunda-feira, 15/5: 22 mortes, 116 ataques, nenhuma rebelião nova (78 debeladas)

A guerra civil extrapolou os limites de São Paulo e chegou ao Paraná e Mato Grosso do Sul. Uma ação coordenada pretendia trazer o terror também para Pernambuco, como indica esse texto do jornal DIARIO DE PERNAMBUCO:

"Depois de um final de semana de sangue em São Paulo, a Polícia de Pernambuco admitiu ontem que o estado seria o próximo alvo da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC). As ações realizadas pela quadrilha seguiriam o mesmo plano de ataque paulista: motins e fugas nos presídios e penitenciárias, assassinatos de policiais e atentados contra coletivos e prédios públicos. Sete pessoas ligadas ao PCC foram presas. Embora os objetivos da quadrilha tenham sido frustrados, o clima nas polícias continua tenso. Ontem, o secretário de Defesa Social, Rodney Miranda, foi ameaçado de morte pelo líder do PCC em Diadema, Sidney Romualdo, que está preso na Penitenciária Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá..."

Impossível não sentir revolta. Impossível não lamentar o fato do país estar entregue a bandidos.

 

Mapa da mina

Elaborado pela empresa Sanguessugas S.A.

 

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