Nárnia, O Hobbit e o Rei Kong

Sou meio suspeita pra falar de filmes como As Crônicas de Nárnia... Primeiro porque o filme é baseado em livro homônimo de C.S. Lewis, contemporâneo de J.R.R. Tolkien na universidade. Dizem que eles trocavam figurinhas e isso no filme fica bem óbvio (não li o livro - ainda). As criaturas mágicas, mitológicas e a eterna guerra entre o bem e o mal são bem familiares para quem curte O Senhor dos Anéis. A diferença que Lewis opta por inicar do real para o fantástico, enquanto que Tolkien já entra na paulada, direto no reino do imaginário.
Mas taí, fui ver meio atrasada, gostei e já planejo comprar o livro... O filme não tem astros, exceto pelo Rupert Everett que faz a voz da raposa e o Liam Neeson que faz a voz do leão Aslom. Os demais são ilustres desconhecidos. Até achei que a Rainha do Gelo era Cate Blanchett - as semelhanças são muitas. Depois descobri que se trata de Tilda Swinton, uma inglesa que fez filmes como Constantine e Adaptação. E as crianças??? São maravilhosas! Não pude deixar de me emocionar com o clima infantil do filme, algo meio sonho, meio papai noel.

Ao falar em Tolkien torna-se inevitável citar Peter Jackson, que tipo suas fábulas do papel. No dia em que fui assistir Nárnia (09/01) precisei ficar mofando no shopping pois a sessão só teria início às 21h55... Ao entrar na livraria Imperatriz deparei-me com uma linda edição em HQ de O Hobbit, desenhado e roteirizado por Charles Dixon e David Wenzel (Devir).

Fechando o ciclo, ontem fui ver King Kong. Uma palavra? Magnífico. Fiquei impressionada com a habilidade de Peter Jackson de envolver pessoas durante mais de três horas para ver uma história aparentemente batida, de uma fera dominada (e enfraquecida) pela bela. O filme é vibrante, mostra a reconstituição perfeita de uma Nova York dos anos 1930 e de quebra traz um gorila eletrônico muito convincente. E dinossauros também muito convincentes. Esqueça Jurassic Park e tudo o que você já viu de efeitos especiais. Jackson é o rei.
Temos ainda um elenco afinado. De Jack Black, que eu não engolia muito bem de Escola de Rock aqui está ótimo, comédia na medida certa, a Naomi Watts, uma verdadeira musa competente (nunca esqueço 21 Gramas, Muholland Drive, entre tantos outros), passando ainda pelo pianista Adrien Brody. Embora não tenha deixado de rir quando Vilma ao meu lado comentou que Brody parecia saído do filme As Bicicletas de Belleville...
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